Teoria Quântica IV - Incerteza Quântica e a realidade essencialmente indeterminada.

No Universo Quântico a certeza é trocada pelas possibilidades e a realidade não pode ser descrita.

Einstein disse sobre a teoria quântica: “é um sistema de ilusões de um paranoico extremamente inteligente, maquinado a partir de elementos de pensamentos incoerentes”.


No Universo Newtoniano, o tempo, o espaço, a matéria e a causalidade participam tão intensamente da realidade que é quase impossível conceber uma realidade sem tais categorias.

Na teoria quântica, a natureza da matéria apresenta um aspecto dual: partícula-onda (matéria e energia). Nenhuma das duas descrições, isoladamente, apresenta a realidade. É necessária uma composição entre os dois aspectos para entender melhor a natureza da matéria.

É o Princípio da Complementaridade de Niels Bohr, em que a realidade pode ser mais bem entendida com auxílio de pacotes de realidades que se completam. Tanto ondas como partículas são fundamentais já que é a maneira pela qual a matéria se manifesta.

Pelo Princípio da Incerteza de Heinseberg, uma descrição exclui a outra, embora ambas seja necessárias para um conhecimento mais amplo da realidade. Entretanto, somente uma está disponível num determinado momento: ou a exata posição–partícula ou o deslocamento-onda.

O que se apresenta diante do observador é o que ele deseja observar. A realidade é essencialmente indeterminada. Não existe algo fixo e nítido subjacente à existência diária. Tudo da realidade é e continua sendo probabilidade.


O Gato de Schrodinger

O pobre gato de Schrodinger sofre de uma crise de identidade peculiarmente quântica, estando indefinidamente suspenso num estado intangível no qual não está nem vivo nem morto.

Sua triste condição já gerou mais especulação e controvérsia do que qualquer outro problema levantado pela nova física, e não sem razão, pois ela lança a questão da consciência humana e seu possível papel na formação da realidade física.

O enigma central a ser resolvido pela física quântica e por aqueles que gostariam de usá-la para falar sobre o mundo não é "Como é que as coisas podem acontecer?", mas, antes, "Como é que as coisas podem ser (ou existir)?”.

Se, como a corrente dominante dos físicos quânticos acredita, a realidade, em seu nível mais fundamental, for apenas um indefinido mingau de infinitas possibilidades, um fluxo pululante de ondas híbridas de matéria, como é que se consegue obter o mundo conhecido de objetos sólidos e definidos que vemos à nossa volta?


Em que ponto e por que a matéria se torna real?

Para ilustrar o problema e seu paradoxo, Schrödinger, um dos fundadores da teoria quântica, trouxe seu gato para a discussão.

O Experimento mental chamado “Gato de Schrodinger”, apresentado pelo físico vienense, Erwin Schrodinger em 1935, envolvendo um gato e uma caixa constitui a experiência imaginária mais bizarra e surrealista da história da física.

O experimento consiste em um gato preso dentro de uma caixa, junto a um frasco de veneno e um contador Geiger (instrumento para medir certas radiações ionizantes) ligados por relés, e um martelo. O contador Geiger tem 50% de ser acionado ou não. Se for acionado, transmitirá movimento através dos relés; o martelo baterá no frasco de veneno quebrando-o e o gato morrerá. Mas se o contador não acionar, o martelo não quebrará o frasco e o gato permanecerá vivo.

Portanto, o animal tem 50% de chance de estar vivo e 50% de chance de estar morto. Enquanto esta caixa não for aberta, estaremos no terreno das possibilidades. Nesse caso, o gato estará em estado de superposição vivo-morto, isto na teoria quântica é chamado de superposição de estados quânticos, que é um dos princípios fundamentais da mecânica quântica (um sistema físico, como um elétron, existe parcialmente em todos os estados teoricamente possíveis simultaneamente antes de ser medido).

No momento em que esta caixa for aberta por um observador, uma dessas possibilidades se tornará realidade, haverá neste momento um Colapso de Função de Onda.

Portanto, o Colapso de Onda acontece quando há uma medição, ou uma observação por conta de uma consciência. E ela acontece porque saímos do campo das possibilidades para colapsar em uma realidade.

O Colapso Quântico é uma opção de escolha feita por um observador consciente.

“A curiosidade matou o gato!”... de Schrodinger!


Continua no próximo artigo: Criando a Nossa Nova Realidade

Por: SERRAIZ TERAPIAS | Marialice Oliveira | Terapeuta Holística

www.serraiz.com

#FISICAQUANTICA

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